quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Liberação do Caos

É um mito política honesta
Por que parece impossível o sonho de igualdade ?
Estamos perdendo a fé no pouco que temos
A um passo de duvidarmos de nós mesmos,
Quando o fim chegar, nos apoiaremos no que parecer mais convincente

Paisagem sem direção
Sem romance, sem caos
O que não se pode ver, não é mais o problema

Espertos o bastante pra escolher
Quer um país desenvolvido ou dentes na boca ?
Destino ou esperança ?
Venda o almoço, e compre um voto

Só tomo porrada pra conseguir entrar nesse blog, wth ?!


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

A vontade que vem do instinto
Não pode evitar que eu queira um pouco mais
Não é nada tão sentimental
É o que faz a razão parecer sem sentido

A vontade que vem do instinto
Me faz ser como todas as outras
Não me leve a mal
Eu estava tentando entender como isso funciona

A vontade que vem do instinto
Te coloca um pouco abaixo de mim
Não que isso não seja normal
Só precisei ir um pouco mais além pra aceitar

A vontade que vem do instinto
Sem querer me castiga
Me afasta, me basta
Te arrasta pra longe daqui

A vontade que vem do instinto
Não me convence e nem muda o que eu insisto em sentir


Ano novo vem aí, sux !

domingo, 27 de dezembro de 2009

Bem, agora resolvi que vou fazer um “diário”.

Não da maneira convencional, nunca consegui seguir tal moda ou sei lá o que chamam. É que com tanto tempo livre, e sem blog (temporariamente) preciso colocar tudo pra fora, e falar sobre coisas que já me conformei que só eu consigo compreender. Afinal, não tenho o direito de ficar enchendo a cabeça de todo mundo com minhas teorias e paranóias.

Escrevi em cadernos durante alguns anos, mas minha letra a cada dia menos legível me fez repensar se vale a pena eu passar horas escrevendo pra mal entender depois o que tudo aquilo quer dizer. Sem dizer que cansa bem mais, e é, sem dúvida, de uma lentidão perturbadora. A única vantagem de folhas de papel, é que é possível captar todo aquele momento em que aquilo foi escrito, e consigo até lembrar o motivo e reviver toda a situação. O computador é um tanto quanto impessoal, e também vivo perdendo arquivos por conta de mais e mais consertos que são feitos nele. A idéia de que alguém possa ler tudo que eu escrevo, não é mais tão irritante como era antes. Cheguei a uma época, uma fase, que nada mais que eu escreva ou diga, choca as pessoas. Pelo contrário, quanto menos eu faço, menos eu digo e escrevo, mais as pessoas estranham e sempre esperam de mim algum tipo de reação rebelde ou revolucionária. A verdade é que de alguma maneira sempre ficam na expectativa de um ato marcante ou vergonhoso partindo de mim. Eu não os culpo, afinal, a maneira como eu penso não reflete exatamente a maneira como fui criada, não me tornei perfeitamente tudo que minha família inteira é. Das coisas que aprendi em casa e no meio onde vivo, tive consciência pra separar o que me parecia interessante e verdadeiro daquilo que nada acrescentava e soava como pura merda feita pra eu acreditar mais nas pessoas e menos nos instintos. Nunca me senti nem um pouco intimidada por ter atitudes diferentes dos demais. Mais incrível ainda, é que apesar de ter tudo pra eu ser uma “excluída” social, e me privar de uma adolescência mentalmente saudável, sempre fui muito bem aceita e querida em quase todos os lugares em que estive, e meu modo “meu” de pensar ajudou nisso. Então pude perceber que quando você se torna uma cópia seguidora dos demais, nem sempre é interessante. Nunca é interessante. Nunca. Eu jamais acharia graça em passar a vida vendo filmes de mesmo roteiro, que mudam apenas os artistas. É o que acontece nesse mundo de Xerox. Todo mundo age da maneira esperada por outro que age exatamente da mesma forma porque esperam que ele aja assim, e por aí vai. Claro que nem sempre pensar por si próprio agrada, nada agrada a todos. Muitas pessoas se sentem ameaçadas por outro com atitudes e pensamentos próprios, é como se pudessem derrubar os princípios e conceitos de toda uma vida. Talvez uma vida baseada no que os outros escolheram, mas ainda assim uma vida. Há gente que teme fazer o que bem entende por não poder arcar com as conseqüências, e isso é perfeitamente normal. Quando se vive numa sociedade que pensa A, e você só fala em B pra quem queira ouvir, isso faz com que haja uma exposição inesperada. Tem um ditado muito clichê, mas muito justo: O prego que se destaca é o mais martelado. Até onde as pessoas podem ir pra fazer você se inserir? Até onde você conhece as pessoas o suficiente pra saber que pode segurar a barra?

Não dá pra saber, né? Eu não to na cabeça de ninguém pra saber o quanto meu jeito incomoda, e muito menos sou vidente pra prever o que farão contra mim, ou se farão alguma coisa. É um assunto que rende tantas opiniões, das mais estranhas até as mais coerentes. A realidade é que nunca chegaremos a uma conclusão sobre como é correto agir. Moral e ética já foram determinadas, de uma maneira superficial pra que você possa se adequar aquilo da maneira que bem entender, e não há quem me prove que estou errada, na minha cabeça não estou. E não adianta me fazer pedir desculpas, porque se eu fizer, vai ser só pra ficar em paz. A verdade absoluta não está nas mãos de ninguém, por isso ninguém pode me recriminar por estar fazendo o que é razoável pra mim. É engraçado como agora do nada as coisas surgem na minha cabeça e eu vou escrevendo. Naturalmente, sem pensar ou revisar. Só colocando aquilo que meus guerreiros neurônios conseguem maquinar essa hora da madrugada.

Nunca num blog consegui escrever tanto de uma vez só, não sei se por saber que segundos depois vai ter pelo menos uma pessoa lendo toda besteira que eu penso, ou se é porque estou fazendo aquilo só pra atualizar a página e fazer com que as pessoas parem de dizer “coloca um texto novo lá”, “por que não atualizou hoje?”. É muita pressão alguém pedindo pra que você escreva um texto tão bom que possa por uns minutos tirá-la da sua vidinha miserável e dar um motivo pra pensar sobre assuntos tão corriqueiros pra mim, mas tão desconhecidos pra ela. Tem dias que escrevo coisas tão sensacionais que eu vou imediatamente postar, pra que todo mundo veja como sou genial. Acontece que enquanto passo pro computador, vou modificando tanto que no final toda aquela idéia inicial não faz mais sentido e eu já achei tudo chato demais pra querer que alguém lembre de mim lendo tal idiotice. Posso ser a maior das paranóicas, mas as vezes fico pensando se é mesmo vantajoso digitar parágrafos tão interessantes. É tudo uma lógica. Quando você consegue se superar, quer se superar de novo. E de novo. Mas não é porque hoje escrevi algo que foi além das minhas expectativas, que vou fazer isso todo dia. E sempre vão esperar que você faça cada dia mais e mais. Quando isso não acontece, começam a desconfiar que você é medíocre e duvidam de todas as suas capacidades. Isso não é justo! Bons e maus dias existem! E acabo de me dar conta o quanto sou paranóica mesmo. Olha que maluquice o que eu acabei de dizer. É tipo, não quero escrever um texto genial porque amanhã talvez eu não consiga repetir o feito, e isso vai me fazer parecer uma retardada que teve um dia de sorte. Bom, é melhor parecer uma retardada que teve um dia de sorte, do que parecer uma retardada todos os dias. rs. Eu to com tanta dor nas costas, mas sem nenhum sinal de sono. Ficar carregando minha irmã no colo pra todos os lugares já ta me fazendo parecer uma velha, sempre com dor nas juntas. Mas eu não consigo dizer não pra ela. A verdade é que nunca fui boa em obedecer aos outros, logo, eu não sou boa em cobrar obediência. Nem me incomoda que ela faça o que quer (apesar dela ser hiperativa todo o tempo), não me incomoda que ela faça coisas erradas, porque eu confio, além da criação, nos instintos. Cresci pensando tantas coisas erradas, distorcendo tantas coisas e criando outras da minha maneira, e to aqui hoje, muito bem e sem envergonhar tanto meus familiares. Tenho ouvido muitas conversas sobre como eu tenho influência sobre ela. E isso eu sei que tenho mesmo, porque ela (na medida do possível) me imita em tudo. Diz que vai fazer uma tatuagem no braço, colocar um piercing na boca, e meu pai não podia ficar mais apavorado.

Mas que droga! Eu tenho tudo isso e mais um pouco e ele não pareceu ficar nada abalado com esse fato. Será que ele já se conformou que não nunca pôde fazer nada a respeito, mas agora ele quer tomar as rédias da situação com a Ana Beatriz? Eu acredito fielmente nisso, assim como acredito que ele vai se decepcionar e muito se continuar nessa linha de raciocínio. A garota é umas dez vezes mais geniosa que eu, só faz o que quer, ainda que apanhe ou fique de castigo. Pode parecer tão idiota eu com 20 anos dizer que entendo e concordo com o que ela faz, mas é. Ela desde sempre mostra que sabe bem o que quer e que não é influenciável se não agradá-la. Visto isso, a maneira como eu me comporto agrada a ela. O que não agrada ninguém além de nós duas.

Paciência. Amo a minha irmã demais. Mais até do que eu imaginava quando ela estava pra nascer. Tem alguma coisa nela que me faz tão feliz e que me lembra alguma coisa que eu perdi, alguma coisa que eu tinha na minha vida, e de repente não fazia mais sentido. Ela me faz lembrar eu mesma na minha essência, como eu sou primitivamente. Como eu sempre digo, meus instintos. Toda essa coisa que a gente perde quando começa a tomar consciência do mundo. Por que ninguém condena uma criança por falar a verdade por mais absurda que seja? Nunca pensaram que quando crescemos, continuamos pensando daquele jeito só que por educação, fingimos? Sempre que me perguntam “eu sou feio?” ou “eu to gorda?”. Eu juro que respondo sinceramente, e juro que não passa nem um minuto pra que eu me arrependa de não mentir. rs. Um arrependimento atrás do outro e ainda assim eu não canso de ser sincera! Não tenho o hábito de sair perguntando pra todo mundo como eu sou ou deixo de ser, estou ou deixo de estar. E acho que assim deveria fazer quem não quer ouvir a verdade. Não me importo muito em ouvir a verdade, mas acho também que não é porque uma pessoa me diz que to feia ou gorda (no meu caso, magra), que eu vou passar a achar isso. Pra que eu tenho espelho em casa? Não sou cega. Tudo bem que certas verdades podem até traumatizar, mas sou muito adepta ao lema: quem procura, acha. Se perguntou, é porque quer saber, se não quisesse, ficaria com sua opinião favorável. A minha opinião do contra, sempre vai estar aqui pra quem quiser ouvi-la.

Agora acho que to ficando com sono. Quando começo a dar cabeçada no ar, é sinal que to no automático. Fome, sono, sono, sono, sono, fome, sono.

Sono wins!