"Hoje Jesus me olhou enquanto eu caminhava, e eu caminhava em direção ao rio onde muitas pessoas choraram por seus filhos e filhas. Hoje, onde me encontro, minha casa, Jesus também olhou muito por mim, mas eu não estava tão presente.
Jesus me vê em todo o lugar, e ele me segue sorrateiramente como uma sombra. Eu me vi dentro do rio, todas as vezes que apanhavam aquelas crianças afogadas, e eu tinha uns 4 ou 5 anos.
Enquanto eu olhava, Jesus me observava também, e eu já não sabia mais se aquilo era certo ou errado. Permitia que elas morressem sem nem interferir, eu estava só sedenta, bebendo a água contaminada com pecado, não o da morte, mas o do sofrimento, sofirmento contido e afogado.
Hoje aqui em casa, Ele me olha de novo, e eu saio atrás de notícias, más, sem dúvida, mas as crianças são burras. Elas saem pro rio onde Jesus não as olha, onde ninguém tem pena, não tem piedade.
Posso desconfiar que muitas delas fazem de propósito, pedem a Jesus que as mate. Ele não seria capaz, então faz vista grossa enquanto elas nadam e se afogam.
Mais uma vez, hoje de manhã as notícias vieram rápido.
Jesus me olhou enquanto eu caminhei pro rio, e me deparei com a minha família e muitas outras ajoelhadas à margem do rio, que cheirava mal e tinha sangue. Sem querer, vi o menino com seus pulsos cortados, e fez muita força, porque não tinha mais que 10 anos.
Pensei bem nisso, e cheguei a conclusão que esse era um dos poucos por quem Jesus olhava dentro do rio, assim como olha á mim, e sem recorrer a forma mais brutal possível.
Talvez seja difícil interferir em nossa vontade, quando ela é mais forte que a própria vida."
Esse não foi o que eu preparei ontem, mas tava vendo aqui e achei isso.
Escrevi no final do ano passado, e não lembro nem em quais circunstâncias, já que minha memória é muito maltratada hahahahahaha .
A pior coisa é quando a gente escreve algo, e meses depois nem consegue saber o que aquilo significa ¬¬
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
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